SALVE O DIA DAS MÃES DO BRASIL

( Poema de conceito Universal )

Escreveu o Poeta cego , Ampélio Aurélio Bordignon - ( Palestra )

 

Mãe: Mãe pela tua missão és abençoada heroína,

Embalando teu ser será sempre divina,

Caminha , cumprindo tua sagrada missão,

Que embora sofrendo alegra teu coração.

 

Mãe !  Pouco importa seja rainha ou rameira,

de cada lar és orgulhosa condutieira,

Pregando só o bem , sorrindo diante da dor,

A cada instante cultivando o bem essa escola de amor.

 

Embalando teu ser caminha em longa espera,

Se no futuro será rei , sábio ou fera.

Mas , como santa mãe a ti pouco importa,

Se sábio te orgulhas , se fera o conforta.

 

Mãe !  de cada lar seras eterna soberana,

Porque na paz , na guerra , no bem e mal irmanas,

O porvir de teu ser que és a divina diretriz,

A cada hora que passa , teu coração bendiz.

 

Mãe mesmo na árdua dor vives sorridente,

Porque o alheio , jamais sente a mágoa que sentes,

E na penumbra orando em larga penitencia,

Implora a Deus que guarde , o ser da tua existência.

 

Porque , embora tenha os cabelos grisalhos,

Esqueces , que a dor que tens transforma-as em retalhos,

Coração de Mãe , que tudo esquece e perdoa,

Quando no crepúsculo a Pia  Ave-Maria ecoa.

 

Tudo esqueces , porque jamais o teu pior ser odeia,

Sempre perdoa , porque tua dor é igual à dor alheia

Embora tu vives em continua vicissitude , 

Te glorifique a luz da tua virtude.

 

Porque no bem da tua missão és meiga heralda,

Mãe! Mãe pelo dia feliz e alegre que se passa,

Que teu ser receba do senhor , mil graças,

Deus derrame sobre ti as luzes celestes,

Apagando do teu coração , instantes agrestes.

 

Que Deus te abençoe qual estrela matutina,

Pois a tua missão na terra é sempre divina,

Pelo teu dia , tenha dos céus paz e meiguice,

Enchendo o teu coração , de santa ledice.

 

Mãe !  Mãe , de cada lar , és a santa mensageira,

Deus te abençoe mãe , da terra das bandeiras.

 

DEUS ABENÇOE AS MÃES DO BRASIL.

Taiúva - 06 de Junho de 1954

Ampélio Aurélio Bordignon


        O Senhor Ampélio Aurélio Bordignon , nasceu em 1902 ,  se tornou bastante conhecido pelos seus romances e poemas que escrevia apesar de ser deficiente visual.  O Palestra sempre mencionou a natureza , o amor ao próximo a amizade e o respeito entre as pessoas.   Grande conhecedor da cultura local , defendeu os interesses da cidade e sempre participou ativamente no seu desenvolvimento apesar de não ser político. Muito conhecido em Taiúva contan-se que estando certa vez na cidade de  São Paulo ,  quis testar o quanto era querido pelo povo taiuvense.  Foi até uma agencia dos correios e enviou um telegrama com a seguinte mensagem:      "SEGUE PALESTRA MORTO".  

      Assim que a mensagem chegou à Taiúva foi um corre corre , começaram os preparativos para um funeral toda a cidade estava em luto e sentia pelo seu filho querido. Chegando o trem na estação da Companhia Paulista , no dia 13 de junho dia do Padroeiro Santo Antonio , feriado na cidade , todos deixaram seus afazeres e vieram homenagear pela ultima vez seu ilustre cidadão.     Estavam ali seus familiares , políticos , autoridades e toda população entristecida , para prestarem sua ultima homenagem  e o acompanharem para sua derradeira  morada , quando aparece junto a tantos passageiros portando sua bengala branca (Sua marca registrada) , O Palestra , "Vivo".

           Neste dia  foi tamanha a surpresa que todos boquiabertos , sem entender a situação se deram conta , que éra uma brincadeira  de um senhor alegre e brincalhão.  Ficou mais famoso ainda.  Palestra faleceu em Taiúva muitos anos depois deste fato em 16/091973, aos 71 anos de idade , e em sua homenagem foi construído um monumento na Praça 9 De Julho , com um de seus poemas escrito no ano de 1974 , "Homenageando Todas as as Mães Taiuvenses".

 


Paz e amor a ti Mãe Taiuvense

Pelo dia que só a ti pertence

Que alegre tua alma comemora

Na terra da branca amora

 

Pelo teu dia dos Céus os eternos harpejos

E dos teus filhos à tua frente mil beijos

Que, Deus te de Paz e amor te incense

Bendita e Santa mãe Taiuvense.


Poema escrito no Memorial da Praça 9 de Julho homenageando todas as mães Taiuvenses , 1974.


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