Sociedade Portuguesa

     No começo do século com a chegada da estrada de ferro à vila de Ytaiúva começava a prosperar. Devido ao grande numero de cafezais existentes na região , foram atraídos para esta região centenas de famílias em busca de trabalho , e em 15/07/1902 foi inaugurada a estrada de ferro e neste dia passava por aqui pela primeira vez o trem a vapor da Companhia Paulista. Na região de Ytaiúva as grandes fazendas eram a maioria de imigrantes portugueses que detinham a maior parte das riquezas geradas na vila de Ytaiúva e nesta época de riquezas os portugueses resolveram fundar aqui uma sociedade. No ano de 1902 entre a vila e a área rural já existiam por aqui mais de mil moradores , o progresso com as riquezas geradas nos cafezais atraia cada vez mais pessoas para a vila de Ytaiúva. Até que no ano de 1903 os portugueses começaram a erguer o prédio da então "Sociedade Portuguesa ", que seria a maior e mais imponente construção já feita na vila. Lembrando que já havia na vila a "Casa de Espanha", criada por antigos imigrantes espanhóis que já moravam nas redondezas bem antes do surgimento da vila e que também foram atraídos para cá. O Prédio da sociedade ficou pronta no fim do ano de 1904 e após sua finalização começaram a ser erguidas nos anos seguintes outras construções também de propriedade da sociedade e em pouco tempo a então Sociedade Portuguesa de Ytaiúva era na vila uma das mais prosperas da região. Qualquer pessoa de posses que chegasse aqui inevitavelmente faria parte desta sociedade que por vários anos modificou o modo de vida de todos.  Anos depois estabeleceu-se em Ytaiúva o Sr. Manoel Dias que na época foi contratado pela Sociedade Portuguesa para trabalhar no cinema que estava para ser inaugurado. O que se sabe é que o Sr. Manoel trabalhou para a sociedade ate sua decadência no fim dos anos 40 e como zelou do patrimônio da Sociedade Portuguesa como pagamentos de impostos e reformas nos prédios ao final de mais de trinta anos de serviços prestados acabou se apossando de todos os prédios que pertenciam a então sociedade entre eles o prédio do cinema e o casarão da rua Cel. Cabral onde Agostinho que era irmão de Manoel Dias se suicidou com um tiro. ( Fatos que me foram narrados por Paulo Janine e Edgar de Lara ) 


 Agostinho e Mariazinha.

    Esta é uma historia de amor que aconteceu em Taiúva , entre Agostinho que amava Mariazinha , que não amava ninguém , contrariando sua família que proibia  este amor , Agostinho  em 13 de Maio de 1927  , assassinou sua amada em uma estrada local , depois mais tarde se suicidou.  Sua família com a tragédia ocorrida partiram de Taiúva e não mais retornaram.  O casarão onde Agostinho se suicidou esta abandonado a varias décadas e no cemitério onde estão enterrados , uma curiosidade e uma lenda é contada pelos antigos moradores de Taiúva. No túmulo de Agostinho foi colocada uma cruz de pedra que sempre se quebra , apesar de consertada varias vezes. E no túmulo de Mariazinha , muitas oferendas são colocadas ali como formas de agradecimentos segundo alguns fiéis por graças alcançadas. 

      

        

Fotos de  Mariazinha , Agostinho e Seus familiares.

      

Local onde Mariazinha foi assassinada e do casarão abandonado onde Agostinho se suicidou.

      

                                                        Fotos dos Túmulos de Mariazinha e Agostinho .

                                  


Curiosidades

      Sobre os túmulos de Agostinho e Mariazinha que morreram e foram sepultados no mesmo dia ( 13/05/1927 ) , existem algumas curiosidades...no de Agostinho foi colocada uma cruz de pedra que que se partiu pela primeira vez quinze dias depois de seu sepultamento , onde a família colocou uma nova cruz substituindo a quebrada alguns dias depois e que veio a se partir novamente depois de algum tempo. Não se sabe ao certo quantas vezes ela foi substituída ou reformada mas uma coisa é certa , se é coincidência ou acaso não se sabe , mas a tal cruz de pedra do tumulo de Agostinho Dias nunca permaneceu inteira segundo familiares , pessoas antigas da cidade e antigos zeladores do cemitério. Inclusive nos dias de hoje ela ainda se encontra partida , na foto acima da pra ver que só existe a haste vertical...ate a altura exata de onde ficava a haste horizontal com o acabamento em forma de cruz. Como a família desistiu de concertar permanece a crença de que jamais ela permaneceu inteira.

   No tumulo de Mariazinha existia a inscrição " PARAÍSO " que hoje se encontra raspada visando apagar a palavra esculpida no mármore e que ninguém nunca soube explicar o porque da inscrição e nem porque tentaram apagar a tal palavra PARAÍSO , por acaso descobri que todo o funeral de Mariazinha foi patrocinado por um amante de longa data , um comerciante da cidade de Bebedouro por sobrenome PARAÍSO que fez questão de homenagear a ex amante com seu sobrenome na lapide de mármore.  Quando o Sr. PARAÍSO se casou alguns anos mais tarde e sua esposa ficou sabendo da suposta homenagem do marido no cemitério de Taiúva , ela simplesmente obrigou o marido a desfazer a homenagem...onde não se sabe se foi ele mesmo ou contratou alguém para apagar o seu sobrenome da sepultura. Ainda hoje da pra ver claramente a raspagem mal feita no mármore. Sobre este ultimo relato o único que sabia deste fato na cidade era o Sr. Edgar de Lara ( 78 anos ) que nasceu um ano antes deste fato acontecer e quando era garoto ouviu muito sobre esta historia. ( 04/11/2004 )


       

                                       Fotos dos cafezais da Família Dias e pai de Agostinho.


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